quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Vídeo: Geração de enegia
Neste documentário é possível ver a importância da energia em nossas vidas e os prós e contras da produção de energias alternativas.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Os impactos dos agrocombustíveis
Os impactos dos agrocombustíveis
Com um discurso
baseado na geração de uma energia limpa, grandes áreas no Brasil estão a
serviço da produção do agrocombustível. A grande mídia televisiva quer mostrar
ao povo brasileiro que a energia vinda da produção dos agrocombustíveis além de
não prejudicar o meio ambiente com a emissão de CO2, irá colocar o Brasil em
destaque como um dos maiores produtores deste tipo de energia.
Desde da criação do
pro-álcool, no final da década de 1970, o Brasil destina grandes áreas de terras férteis
para o cultivo de cana-de-açúcar e produção de etanol, essas áreas aumentaram
bastante, principalmente no sul, sudeste e centro-oeste. A cana-de-açúcar e a
soja vêm ocupando grandes áreas e impactando nossos ecossistemas, prejudicando
fauna, flora, solo, recursos hídricos e afetando também a saúde do trabalhador
que entra em contato direto com o cultivo dessas culturas.
Vende-se a ideia
que a energia advinda dos agrocombustíveis é limpa, o que é uma inverdade, está
provado que esses combustíveis são mais impactantes que os combustíveis fósseis, e a sua produção têm uma pressão sobre a alta nos preços dos alimentos, além de
não ser bom o monoculturismo.
Na realidade, no
Brasil a indústria dos agrocombustíveis está nas mãos de grandes latifundiários
e de grandes empresas transnacionais, que chegaram aqui comprando terras no
Paraná, Minas Gerais e São Paulo, e hoje são donas de grandes áreas em muitos
estados, assim com e de grandes usinas de cana-de-açúcar. François Houtart
(2008) citado por Barbos&Santos(2011) fala que os agrocombustíveis atuam como estratégia de inserção de grandes
corporações interessadas na exploração de grandes áreas agrícolas nos países do
sul para o cultivo de biomassa. A essas grandes corporações não interessa o
impacto que irão causar, porque juntos com suas ações predatórias coloca-se
pequenas ações compensatórias irrelevantes, e está tudo certo. São as tais
empresas que tem responsabilidade sócio ambiental, mas alguns danos por elas
causados são irreversíveis.
O impacto dos
agrocombustíveis na segurança alimentar no mundo é preocupante, pois o espaço
para o plantio de alimentos está cada vez mais reduzido, e grandes áreas de
terras férteis estão servindo a uma monocultura apenas. Essa prática elevará o
preço dos alimentos e a população pobre não terá recurso para ter acesso aos
alimentos. No Brasil é improvável faltar
alimento para a população, mas tem país que precisa importar alimentos e,
portanto o ônus desse modelo consumista quem pagará será o pobre, que não poderá
consumir o básico para sua existência.
O mundo e
principalmente o Brasil deveria buscar e investir em outras fontes energéticas,
educar e conscientizar o cidadão para a
redução consumo. Essas estratégias ajudaria a minimizar os problemas causados
por todos os tipos de poluição, principalmente a poluição do ar nas grandes
cidades que é um problema de saúde pública.
Atividade 16 da ficha 4.
Texto elaborado pelos alunos do grupo Freegeo: Maria Gorette da Silva Nalon; Eliane Paulo de Melo; Eliana da Silva Trovo e Luciano Rodrigues.
Esse texto foi elaborado a partir de reflexões do material postado neste blogue e do texto de estudo da disciplina 8, capítulo 3 - Agrocombustíveis - um capítulo a parte.
Referências
BARBOSA, Rômulo Soares; SANTOS, Fábio Dias dos. Agrocombustíveis: abordagem crítica. disponível em http://www.conflitosambientaismg.Icc.ufmg.br/../
sábado, 1 de setembro de 2012
Indicamos as seguintes leitura sobre o tema "Agrocombustíveis e Segurança Alimentar"
Agrocombustíveis, Soberania Alimentar e Políticas Públicas: as disputas territoriais entre o agronegócio e o campesinato.
Artigo de Rodrigo Simão Camacho; Tiago Cubas; Elienai Gonçalves. Pesquisadores do NERA - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária.
Texto apresentado como critério de avaliação final à Disciplina “Políticas Públicas de Agrocombustíveis e
Soberania Alimentar no Brasil e Cuba”, ministrada pelos professores Bernardo Mançano Fernandes, e
Angelina Herrera Sorzano e Federico Sulroca Dominguez – Universidade de La Habana (convidados) junto
ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da FCT/UNESP, Campus de Presidente Prudente
NERA – Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária - Disponível em www.fct.unesp.br/nera
http://www2.fct.unesp.br/nera/artigodomes/2artigodomes_2011.pdf
Agrocombustíveis, Segurança Alimentar e Soberania Alimentar
Artigo dos seguintes autores:
Giminiano José dos Santos
Mestrando em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduado bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). giminianojsantos@gmail.com ;
Luana Ladu, Mestranda em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduada em Economia pela Università Luigi Bocconi de
Milano, Itália. luanaladu@yahoo.it, ;
Henrique Tomé da Costa Mata
Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); professor
do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA).
hnrmata@ufba.b ;
Gilca Garcia de Oliveira
Doutora em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); graduada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras (UFLA); professora
do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA). ggo@ufba.br;
Giomar Inez Germani
Doutora em Geografia pela Universidad de Barcelona (UB); professora do Mestrado em Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). guiomar@ufba.br
Vitor de Athayde Couto
Pós-doutor pelos Instituto de Altos Estudos Mediterrâneos (IAM), Montpellier, Universidade de Paris I e Universidade de Rouen; doutor em Estudos Rurais Integrados pela
Universidade de Toulouse II (Le Mirail); professor titular da Universidade Federal da
Bahia (UFBA), professor do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA).
http://www.geografar.ufba.br/site/arquivos/biblioteca/publicacoes/1350e5164b251ffda94f4a1e489ed449.pdf
Artigo de Rodrigo Simão Camacho; Tiago Cubas; Elienai Gonçalves. Pesquisadores do NERA - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária.
Texto apresentado como critério de avaliação final à Disciplina “Políticas Públicas de Agrocombustíveis e
Soberania Alimentar no Brasil e Cuba”, ministrada pelos professores Bernardo Mançano Fernandes, e
Angelina Herrera Sorzano e Federico Sulroca Dominguez – Universidade de La Habana (convidados) junto
ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da FCT/UNESP, Campus de Presidente Prudente
NERA – Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária - Disponível em www.fct.unesp.br/nera
http://www2.fct.unesp.br/nera/artigodomes/2artigodomes_2011.pdf
Agrocombustíveis, Segurança Alimentar e Soberania Alimentar
Artigo dos seguintes autores:
Giminiano José dos Santos
Mestrando em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduado bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). giminianojsantos@gmail.com ;
Luana Ladu, Mestranda em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduada em Economia pela Università Luigi Bocconi de
Milano, Itália. luanaladu@yahoo.it, ;
Henrique Tomé da Costa Mata
Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); professor
do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA).
hnrmata@ufba.b ;
Gilca Garcia de Oliveira
Doutora em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); graduada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras (UFLA); professora
do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA). ggo@ufba.br;
Giomar Inez Germani
Doutora em Geografia pela Universidad de Barcelona (UB); professora do Mestrado em Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). guiomar@ufba.br
Vitor de Athayde Couto
Pós-doutor pelos Instituto de Altos Estudos Mediterrâneos (IAM), Montpellier, Universidade de Paris I e Universidade de Rouen; doutor em Estudos Rurais Integrados pela
Universidade de Toulouse II (Le Mirail); professor titular da Universidade Federal da
Bahia (UFBA), professor do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA).
http://www.geografar.ufba.br/site/arquivos/biblioteca/publicacoes/1350e5164b251ffda94f4a1e489ed449.pdf
Monografia: agronegócio x campesinato
A DISPUTA TERRITORIAL ENTRE AGRONEGÓCIO X CAMPESINATO NO ASSENTAMENTO SANTA RITA DE CÁSSIA II EM NOVA SANTA RITA - RS
O presente trabalho buscou compreender as disputas territoriais entre os camponeses e o agronegócio, no assentamento Santa Rita de Cássia II, em Nova Santa Rita- RS. Debatendo a disputa territorial a partir da análise e das mudanças nas formas de produção no assentamento, entre anos de 2007 e 2010. Também se analisou o processo de construção da territorialidade camponesa e do agronegócio no assentamento, buscando compreender a renda da terra, a presença do agronegócio e as relações de poder a partir da luta pelo controle territorial. As mudanças ocorridas nas relações de poder e no modo de produção tiveram inicio a partir da ação organizada das famílias assentados, modificaram as relações sociais no território. As informações colhidas durante a pesquisa de campo se obtiveram através da investigação-ação participativa na comunidade, e serviram de suporte para a análise da realidade; desde a perspectiva da geografia crítica. A pesquisa se fundamentou em diferentes modelos de desenvolvimento da produção no assentamento, buscou-se compreender a luta pela terra e as formas de resistência dos trabalhadores Sem Terra no território.
Monografia completa em: http://www2.fct.unesp.br/nera/monografia/mono_jose_carlos_2011.pdf, acesso em 01/09/2012.
Um nome para “modernizar” o sistema de latifúndio
Um nome para “modernizar” o sistema de latifúndio
BERNARDO MANÇANO FERNANDES
Agronegócio é o novo nome do modelo de desenvolvimento econômico da agropecuária capitalista. O modelo não é novo, sua origem está no sistema plantation, em que grandes propriedades são utilizadas na produção para exportação. Desde o princípio do capitalismo esse modelo passa por modificações, intensificando a exploração da terra e do homem. A palavra agronegócio é nova.Foi criada nos Estados Unidos na década de 1950 e passou a ser utilizada no Brasil a partir da década de 1990. Essa palavra é parte de uma construção ideológica que procura mudar a imagem latifundista da agricultura capitalista. O latifúndio carrega em si a imagem de exploração, trabalho escravo,extrema concentração da terra, coronelismo, clientelismo, subserviência, atraso político e econômico. É, portanto, um espaço que pode ser ocupado para o desenvolvimento do País: latifúndio está associado à terra que não produz e pode ser usada para reforma agrária.
A imagem do agronegócio foi construída para renovar a imagem da agricultura capitalista, para “modernizá-la”. É uma tentativa de ocultar o caráter concentrador, predador, expropriatório e excludente, para relevar somente o caráter produtivista. Houve o aperfeiçoamento do processo, mas não a solução dos problemas: o latifúndio efetua a exclusão pela improdutividade, o agronegócio promove a exclusão pela intensa produtividade.
A agricultura capitalista não pode esconder o que está na sua lógica: concentração e exploração. O agronegócio procura representar a imagem da produtividade, da geração de riquezas. Torna-se o espaço produtivo por excelência, cuja supremacia não pode ser ameaçada pela ocupação da terra. Se o território do latifúndio pode ser desapropriado para a implantação de projetos de reforma agrária, o território do agronegócio apresenta-se como sagrado. O agronegócio é um novo tipo de latifúndio e ainda mais amplo, agora não concentra e domina apenas a terra, mas também a tecnologia de produção e as políticas de desenvolvimento.
A utilização de novas tecnologias tem possibilitado, cada vez mais, uma produção maior em áreas menores. Esse processo significou concentração de poder, riqueza e território. Além disso, o agronegócio se apropria de todos os resultados da produção agrícola e pecuária como se fosse o único produtor do país. A agricultura camponesa, que é responsável por mais da metade da produção do campo, não aparece como grande produtor. Com essa estratégia, o agronegócio é privilegiado com a maior fatia do crédito agrícola.
A agricultura camponesa não é adepta do produtivismo (produzir uma única cultura e com exclusividade para o mercado) e nem se utiliza predominantemente de insumos externos. Seu potencial de produção de alimentos está na diversidade, no uso múltiplo dos recursos naturais. Onde há concentração de pequenos agricultores, a desigualdade é menor e o índice de desenvolvimento maior.
Para combater as ocupações de terra, que têm sido a principal forma de acesso à terra para os camponeses sem-terra, a política criada pelo agronegócio foi a Reforma Agrária de Mercado. Depois de denominada Cédula da Terra, virou Banco da Terra e hoje é chamada de Crédito Fundiário. É uma tentativa de tirar a luta popular do campo da política e jogá-la no território do mercado, sob controle do agronegócio.
As ocupações de terra ferem profundamente essa lógica e por isso o agronegócio investe na criminalização da luta pela terra, pressionando o Estado a impedir a espacialização dessa prática de luta popular. O controle do território e das formas de acesso à terra é objetivo da mercantilização da reforma agrária. Não importa para o capital ser o dono da terra, o que importa é que a forma de acesso seja por meio das relações de mercado, de compra e venda. O controle da propriedade da terra é um dos trunfos do agronegócio. É fundamental que a terra esteja disponível para servir à lógica rentista.
As ocupações de terra são uma afronta ao agronegócio, estão fora da lógica de dominação das relações capitalistas. Assim, o agronegócio procura demonizar os movimentos socioterritoriais que permanentemente ocupam a terra. Na última década, o espaço político mais utilizado é o Poder Judiciário. Recentemente, tem ocorrido uma judiciarização da luta pela terra, em que o Poder Judiciário se apresenta como uma cerca intransponível aos sem-terra. Para não manchar sua imagem, o agronegócio procura desenvolver políticas de crédito e ou bolsas de arrendamento, de modo a trazer os ocupantes de terra para o território do mercado.
As ocupações de terras do agronegócio já começaram nas regiões onde esse modelo de desenvolvimento controla a maior parte do território, concentrando riqueza e aumentado a miséria. Esse é o novo conteúdo da questão agrária nesta primeira década do século XXI.
Bernardo Mançano Fernandes é geógrafo, professor do curso de graduação em Geografia e do programa de pós-graduação em Geografia da UNESP, campus de Presidente Prudente, pesquisador do CNPq e coordenador do Grupo de Trabalho Desenvolvimento Rural do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais – Clacso.
Em: http://www.unesp.br/aci/jornal/211/supled.php, acesso em 01/09/2012.
Bernardo Mançano Fernandes é geógrafo, professor do curso de graduação em Geografia e do programa de pós-graduação em Geografia da UNESP, campus de Presidente Prudente, pesquisador do CNPq e coordenador do Grupo de Trabalho Desenvolvimento Rural do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais – Clacso.
Em: http://www.unesp.br/aci/jornal/211/supled.php, acesso em 01/09/2012.
Tese de Doutorado: Sergio Sebastião Negri- expansão da soja no Mato Grosso (Rondonópolis)
RESUMO
O objetivo desta pesquisa visou o entendimento dos novos usos do território de Rondonópolis-MT, resultantes do processo de internalização do meio técnicocientífico- informacional, no contexto da expansão do agronegócio da soja para as áreas de cerrado do Centro-Oeste brasileiro, particularmente no estado de Mato Grosso. Partimos do pressuposto de que o processo de modernização territorial de Rondonópolis, por meio da instalação de um novo sistema de objetos e de ações, característico do período técnico-científico-informacional, provocou a refuncionalização deste subespaço, tornando-o um centro funcional,
instrumentalizado e apto a responder eficazmente às demandas dos agentes hegemônicos do capitalismo mundializado, aqui retratados pelo agronegócio da soja. Assim, enquanto essa pequena minoria usa de forma corporativa o território, interpretando-o enquanto recurso, usufruindo os novos fatores da modernidade em sua plenitude, todo o restante da sociedade local só faz uso de algumas parcelas desse mesmo território, o território entendido enquanto abrigo, e do novo sistema técnico e organizacional advindo da modernização. Assim, esse processo nos revela o uso desigual do tempo e do espaço em Rondonópolis, resultando na fragmentação do território e na manutenção e/ou agravamento de desigualdades
sócio-territoriais herdadas.
Palavras-Chave: Meio Técnico-Científico-Informacional; Políticas Públicas; Modernização Agrícola; Especialização territorial produtiva; Agronegócio da soja; Uso desigual do território; Rondonópolis - MT.
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