sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Os impactos dos agrocombustíveis



Os impactos dos agrocombustíveis
Com um discurso baseado na geração de uma energia limpa, grandes áreas no Brasil estão a serviço da produção do agrocombustível. A grande mídia televisiva quer mostrar ao povo brasileiro que a energia vinda da produção dos agrocombustíveis além de não prejudicar o meio ambiente com a emissão de CO2, irá colocar o Brasil em destaque como um dos maiores produtores deste tipo de energia.
Desde da criação do pro-álcool, no final da década de 1970, o Brasil destina grandes áreas de terras férteis para o cultivo de cana-de-açúcar e produção de etanol, essas áreas aumentaram bastante, principalmente no sul, sudeste e centro-oeste. A cana-de-açúcar e a soja vêm ocupando grandes áreas e impactando nossos ecossistemas, prejudicando fauna, flora, solo, recursos hídricos e afetando também a saúde do trabalhador que entra em contato direto com o cultivo dessas culturas.
Vende-se a ideia que a energia advinda dos agrocombustíveis é limpa, o que é uma inverdade, está provado que esses combustíveis são mais impactantes que os combustíveis fósseis, e a sua produção têm uma pressão sobre a alta nos preços dos alimentos, além de não ser bom o monoculturismo.
Na realidade, no Brasil a indústria dos agrocombustíveis está nas mãos de grandes latifundiários e de grandes empresas transnacionais, que chegaram aqui comprando terras no Paraná, Minas Gerais e São Paulo, e hoje são donas de grandes áreas em muitos estados, assim com e de grandes usinas de cana-de-açúcar. François Houtart (2008) citado por Barbos&Santos(2011) fala que os agrocombustíveis atuam como estratégia de inserção de grandes corporações interessadas na exploração de grandes áreas agrícolas nos países do sul para o cultivo de biomassa. A essas grandes corporações não interessa o impacto que irão causar, porque juntos com suas ações predatórias coloca-se pequenas ações compensatórias irrelevantes, e está tudo certo. São as tais empresas que tem responsabilidade sócio ambiental, mas alguns danos por elas causados são irreversíveis.
O impacto dos agrocombustíveis na segurança alimentar no mundo é preocupante, pois o espaço para o plantio de alimentos está cada vez mais reduzido, e grandes áreas de terras férteis estão servindo a uma monocultura apenas. Essa prática elevará o preço dos alimentos e a população pobre não terá recurso para ter acesso aos alimentos.  No Brasil é improvável faltar alimento para a população, mas tem país que precisa importar alimentos e, portanto o ônus desse modelo consumista quem pagará será o pobre, que não poderá consumir o básico para sua existência.
O mundo e principalmente o Brasil deveria buscar e investir em outras fontes energéticas,  educar e conscientizar o cidadão para a redução consumo. Essas estratégias ajudaria a minimizar os problemas causados por todos os tipos de poluição, principalmente a poluição do ar nas grandes cidades que é um problema de saúde pública.

Atividade 16 da ficha 4.
Texto elaborado pelos alunos do grupo Freegeo: Maria Gorette da Silva Nalon; Eliane Paulo de Melo; Eliana da Silva  Trovo e Luciano Rodrigues.  
 Esse texto foi elaborado a partir de reflexões do material postado neste blogue e do texto de estudo da disciplina 8, capítulo 3 - Agrocombustíveis - um capítulo a parte.
Referências
BARBOSA, Rômulo Soares; SANTOS, Fábio Dias dos. Agrocombustíveis: abordagem crítica. disponível em http://www.conflitosambientaismg.Icc.ufmg.br/../


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