Os impactos dos agrocombustíveis
Com um discurso
baseado na geração de uma energia limpa, grandes áreas no Brasil estão a
serviço da produção do agrocombustível. A grande mídia televisiva quer mostrar
ao povo brasileiro que a energia vinda da produção dos agrocombustíveis além de
não prejudicar o meio ambiente com a emissão de CO2, irá colocar o Brasil em
destaque como um dos maiores produtores deste tipo de energia.
Desde da criação do
pro-álcool, no final da década de 1970, o Brasil destina grandes áreas de terras férteis
para o cultivo de cana-de-açúcar e produção de etanol, essas áreas aumentaram
bastante, principalmente no sul, sudeste e centro-oeste. A cana-de-açúcar e a
soja vêm ocupando grandes áreas e impactando nossos ecossistemas, prejudicando
fauna, flora, solo, recursos hídricos e afetando também a saúde do trabalhador
que entra em contato direto com o cultivo dessas culturas.
Vende-se a ideia
que a energia advinda dos agrocombustíveis é limpa, o que é uma inverdade, está
provado que esses combustíveis são mais impactantes que os combustíveis fósseis, e a sua produção têm uma pressão sobre a alta nos preços dos alimentos, além de
não ser bom o monoculturismo.
Na realidade, no
Brasil a indústria dos agrocombustíveis está nas mãos de grandes latifundiários
e de grandes empresas transnacionais, que chegaram aqui comprando terras no
Paraná, Minas Gerais e São Paulo, e hoje são donas de grandes áreas em muitos
estados, assim com e de grandes usinas de cana-de-açúcar. François Houtart
(2008) citado por Barbos&Santos(2011) fala que os agrocombustíveis atuam como estratégia de inserção de grandes
corporações interessadas na exploração de grandes áreas agrícolas nos países do
sul para o cultivo de biomassa. A essas grandes corporações não interessa o
impacto que irão causar, porque juntos com suas ações predatórias coloca-se
pequenas ações compensatórias irrelevantes, e está tudo certo. São as tais
empresas que tem responsabilidade sócio ambiental, mas alguns danos por elas
causados são irreversíveis.
O impacto dos
agrocombustíveis na segurança alimentar no mundo é preocupante, pois o espaço
para o plantio de alimentos está cada vez mais reduzido, e grandes áreas de
terras férteis estão servindo a uma monocultura apenas. Essa prática elevará o
preço dos alimentos e a população pobre não terá recurso para ter acesso aos
alimentos. No Brasil é improvável faltar
alimento para a população, mas tem país que precisa importar alimentos e,
portanto o ônus desse modelo consumista quem pagará será o pobre, que não poderá
consumir o básico para sua existência.
O mundo e
principalmente o Brasil deveria buscar e investir em outras fontes energéticas,
educar e conscientizar o cidadão para a
redução consumo. Essas estratégias ajudaria a minimizar os problemas causados
por todos os tipos de poluição, principalmente a poluição do ar nas grandes
cidades que é um problema de saúde pública.
Atividade 16 da ficha 4.
Texto elaborado pelos alunos do grupo Freegeo: Maria Gorette da Silva Nalon; Eliane Paulo de Melo; Eliana da Silva Trovo e Luciano Rodrigues.
Esse texto foi elaborado a partir de reflexões do material postado neste blogue e do texto de estudo da disciplina 8, capítulo 3 - Agrocombustíveis - um capítulo a parte.
Referências
BARBOSA, Rômulo Soares; SANTOS, Fábio Dias dos. Agrocombustíveis: abordagem crítica. disponível em http://www.conflitosambientaismg.Icc.ufmg.br/../
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