https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj4ey1K4C0YsJVAzgh2ndjCDhhIVS384CYT4H135yayT83r3R72cgGNm4S1967kdGkXTjxVaQmcqtmr8D9L2SULo35Txp4WsSnk17nE07dOS-k2IZ1xE79HbAIiCBpZEv85qBNj1g_Qt5hR/s1600/ce85feba0c5de834bb2af3dd7c75aefd13105734814e1dc3a98a2909.37149438.jpg
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Vídeo: Geração de enegia
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Os impactos dos agrocombustíveis
Os impactos dos agrocombustíveis
Com um discurso
baseado na geração de uma energia limpa, grandes áreas no Brasil estão a
serviço da produção do agrocombustível. A grande mídia televisiva quer mostrar
ao povo brasileiro que a energia vinda da produção dos agrocombustíveis além de
não prejudicar o meio ambiente com a emissão de CO2, irá colocar o Brasil em
destaque como um dos maiores produtores deste tipo de energia.
Desde da criação do
pro-álcool, no final da década de 1970, o Brasil destina grandes áreas de terras férteis
para o cultivo de cana-de-açúcar e produção de etanol, essas áreas aumentaram
bastante, principalmente no sul, sudeste e centro-oeste. A cana-de-açúcar e a
soja vêm ocupando grandes áreas e impactando nossos ecossistemas, prejudicando
fauna, flora, solo, recursos hídricos e afetando também a saúde do trabalhador
que entra em contato direto com o cultivo dessas culturas.
Vende-se a ideia
que a energia advinda dos agrocombustíveis é limpa, o que é uma inverdade, está
provado que esses combustíveis são mais impactantes que os combustíveis fósseis, e a sua produção têm uma pressão sobre a alta nos preços dos alimentos, além de
não ser bom o monoculturismo.
Na realidade, no
Brasil a indústria dos agrocombustíveis está nas mãos de grandes latifundiários
e de grandes empresas transnacionais, que chegaram aqui comprando terras no
Paraná, Minas Gerais e São Paulo, e hoje são donas de grandes áreas em muitos
estados, assim com e de grandes usinas de cana-de-açúcar. François Houtart
(2008) citado por Barbos&Santos(2011) fala que os agrocombustíveis atuam como estratégia de inserção de grandes
corporações interessadas na exploração de grandes áreas agrícolas nos países do
sul para o cultivo de biomassa. A essas grandes corporações não interessa o
impacto que irão causar, porque juntos com suas ações predatórias coloca-se
pequenas ações compensatórias irrelevantes, e está tudo certo. São as tais
empresas que tem responsabilidade sócio ambiental, mas alguns danos por elas
causados são irreversíveis.
O impacto dos
agrocombustíveis na segurança alimentar no mundo é preocupante, pois o espaço
para o plantio de alimentos está cada vez mais reduzido, e grandes áreas de
terras férteis estão servindo a uma monocultura apenas. Essa prática elevará o
preço dos alimentos e a população pobre não terá recurso para ter acesso aos
alimentos. No Brasil é improvável faltar
alimento para a população, mas tem país que precisa importar alimentos e,
portanto o ônus desse modelo consumista quem pagará será o pobre, que não poderá
consumir o básico para sua existência.
O mundo e
principalmente o Brasil deveria buscar e investir em outras fontes energéticas,
educar e conscientizar o cidadão para a
redução consumo. Essas estratégias ajudaria a minimizar os problemas causados
por todos os tipos de poluição, principalmente a poluição do ar nas grandes
cidades que é um problema de saúde pública.
Atividade 16 da ficha 4.
Texto elaborado pelos alunos do grupo Freegeo: Maria Gorette da Silva Nalon; Eliane Paulo de Melo; Eliana da Silva Trovo e Luciano Rodrigues.
Esse texto foi elaborado a partir de reflexões do material postado neste blogue e do texto de estudo da disciplina 8, capítulo 3 - Agrocombustíveis - um capítulo a parte.
Referências
BARBOSA, Rômulo Soares; SANTOS, Fábio Dias dos. Agrocombustíveis: abordagem crítica. disponível em http://www.conflitosambientaismg.Icc.ufmg.br/../
sábado, 1 de setembro de 2012
Indicamos as seguintes leitura sobre o tema "Agrocombustíveis e Segurança Alimentar"
Agrocombustíveis, Soberania Alimentar e Políticas Públicas: as disputas territoriais entre o agronegócio e o campesinato.
Artigo de Rodrigo Simão Camacho; Tiago Cubas; Elienai Gonçalves. Pesquisadores do NERA - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária.
Texto apresentado como critério de avaliação final à Disciplina “Políticas Públicas de Agrocombustíveis e
Soberania Alimentar no Brasil e Cuba”, ministrada pelos professores Bernardo Mançano Fernandes, e
Angelina Herrera Sorzano e Federico Sulroca Dominguez – Universidade de La Habana (convidados) junto
ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da FCT/UNESP, Campus de Presidente Prudente
NERA – Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária - Disponível em www.fct.unesp.br/nera
http://www2.fct.unesp.br/nera/artigodomes/2artigodomes_2011.pdf
Agrocombustíveis, Segurança Alimentar e Soberania Alimentar
Artigo dos seguintes autores:
Giminiano José dos Santos
Mestrando em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduado bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). giminianojsantos@gmail.com ;
Luana Ladu, Mestranda em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduada em Economia pela Università Luigi Bocconi de
Milano, Itália. luanaladu@yahoo.it, ;
Henrique Tomé da Costa Mata
Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); professor
do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA).
hnrmata@ufba.b ;
Gilca Garcia de Oliveira
Doutora em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); graduada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras (UFLA); professora
do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA). ggo@ufba.br;
Giomar Inez Germani
Doutora em Geografia pela Universidad de Barcelona (UB); professora do Mestrado em Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). guiomar@ufba.br
Vitor de Athayde Couto
Pós-doutor pelos Instituto de Altos Estudos Mediterrâneos (IAM), Montpellier, Universidade de Paris I e Universidade de Rouen; doutor em Estudos Rurais Integrados pela
Universidade de Toulouse II (Le Mirail); professor titular da Universidade Federal da
Bahia (UFBA), professor do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA).
http://www.geografar.ufba.br/site/arquivos/biblioteca/publicacoes/1350e5164b251ffda94f4a1e489ed449.pdf
Artigo de Rodrigo Simão Camacho; Tiago Cubas; Elienai Gonçalves. Pesquisadores do NERA - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária.
Texto apresentado como critério de avaliação final à Disciplina “Políticas Públicas de Agrocombustíveis e
Soberania Alimentar no Brasil e Cuba”, ministrada pelos professores Bernardo Mançano Fernandes, e
Angelina Herrera Sorzano e Federico Sulroca Dominguez – Universidade de La Habana (convidados) junto
ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da FCT/UNESP, Campus de Presidente Prudente
NERA – Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária - Disponível em www.fct.unesp.br/nera
http://www2.fct.unesp.br/nera/artigodomes/2artigodomes_2011.pdf
Agrocombustíveis, Segurança Alimentar e Soberania Alimentar
Artigo dos seguintes autores:
Giminiano José dos Santos
Mestrando em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduado bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). giminianojsantos@gmail.com ;
Luana Ladu, Mestranda em Economia do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA); graduada em Economia pela Università Luigi Bocconi de
Milano, Itália. luanaladu@yahoo.it, ;
Henrique Tomé da Costa Mata
Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); professor
do Curso de Mestrado em Economia da Universidade Federal da Bahia (CME/UFBA).
hnrmata@ufba.b ;
Gilca Garcia de Oliveira
Doutora em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV); graduada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras (UFLA); professora
do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA). ggo@ufba.br;
Giomar Inez Germani
Doutora em Geografia pela Universidad de Barcelona (UB); professora do Mestrado em Geografia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). guiomar@ufba.br
Vitor de Athayde Couto
Pós-doutor pelos Instituto de Altos Estudos Mediterrâneos (IAM), Montpellier, Universidade de Paris I e Universidade de Rouen; doutor em Estudos Rurais Integrados pela
Universidade de Toulouse II (Le Mirail); professor titular da Universidade Federal da
Bahia (UFBA), professor do Curso de Mestrado em Economia (CME-UFBA).
http://www.geografar.ufba.br/site/arquivos/biblioteca/publicacoes/1350e5164b251ffda94f4a1e489ed449.pdf
Monografia: agronegócio x campesinato
A DISPUTA TERRITORIAL ENTRE AGRONEGÓCIO X CAMPESINATO NO ASSENTAMENTO SANTA RITA DE CÁSSIA II EM NOVA SANTA RITA - RS
O presente trabalho buscou compreender as disputas territoriais entre os camponeses e o agronegócio, no assentamento Santa Rita de Cássia II, em Nova Santa Rita- RS. Debatendo a disputa territorial a partir da análise e das mudanças nas formas de produção no assentamento, entre anos de 2007 e 2010. Também se analisou o processo de construção da territorialidade camponesa e do agronegócio no assentamento, buscando compreender a renda da terra, a presença do agronegócio e as relações de poder a partir da luta pelo controle territorial. As mudanças ocorridas nas relações de poder e no modo de produção tiveram inicio a partir da ação organizada das famílias assentados, modificaram as relações sociais no território. As informações colhidas durante a pesquisa de campo se obtiveram através da investigação-ação participativa na comunidade, e serviram de suporte para a análise da realidade; desde a perspectiva da geografia crítica. A pesquisa se fundamentou em diferentes modelos de desenvolvimento da produção no assentamento, buscou-se compreender a luta pela terra e as formas de resistência dos trabalhadores Sem Terra no território.
Monografia completa em: http://www2.fct.unesp.br/nera/monografia/mono_jose_carlos_2011.pdf, acesso em 01/09/2012.
Um nome para “modernizar” o sistema de latifúndio
Um nome para “modernizar” o sistema de latifúndio
BERNARDO MANÇANO FERNANDES
Agronegócio é o novo nome do modelo de desenvolvimento econômico da agropecuária capitalista. O modelo não é novo, sua origem está no sistema plantation, em que grandes propriedades são utilizadas na produção para exportação. Desde o princípio do capitalismo esse modelo passa por modificações, intensificando a exploração da terra e do homem. A palavra agronegócio é nova.Foi criada nos Estados Unidos na década de 1950 e passou a ser utilizada no Brasil a partir da década de 1990. Essa palavra é parte de uma construção ideológica que procura mudar a imagem latifundista da agricultura capitalista. O latifúndio carrega em si a imagem de exploração, trabalho escravo,extrema concentração da terra, coronelismo, clientelismo, subserviência, atraso político e econômico. É, portanto, um espaço que pode ser ocupado para o desenvolvimento do País: latifúndio está associado à terra que não produz e pode ser usada para reforma agrária.
A imagem do agronegócio foi construída para renovar a imagem da agricultura capitalista, para “modernizá-la”. É uma tentativa de ocultar o caráter concentrador, predador, expropriatório e excludente, para relevar somente o caráter produtivista. Houve o aperfeiçoamento do processo, mas não a solução dos problemas: o latifúndio efetua a exclusão pela improdutividade, o agronegócio promove a exclusão pela intensa produtividade.
A agricultura capitalista não pode esconder o que está na sua lógica: concentração e exploração. O agronegócio procura representar a imagem da produtividade, da geração de riquezas. Torna-se o espaço produtivo por excelência, cuja supremacia não pode ser ameaçada pela ocupação da terra. Se o território do latifúndio pode ser desapropriado para a implantação de projetos de reforma agrária, o território do agronegócio apresenta-se como sagrado. O agronegócio é um novo tipo de latifúndio e ainda mais amplo, agora não concentra e domina apenas a terra, mas também a tecnologia de produção e as políticas de desenvolvimento.
A utilização de novas tecnologias tem possibilitado, cada vez mais, uma produção maior em áreas menores. Esse processo significou concentração de poder, riqueza e território. Além disso, o agronegócio se apropria de todos os resultados da produção agrícola e pecuária como se fosse o único produtor do país. A agricultura camponesa, que é responsável por mais da metade da produção do campo, não aparece como grande produtor. Com essa estratégia, o agronegócio é privilegiado com a maior fatia do crédito agrícola.
A agricultura camponesa não é adepta do produtivismo (produzir uma única cultura e com exclusividade para o mercado) e nem se utiliza predominantemente de insumos externos. Seu potencial de produção de alimentos está na diversidade, no uso múltiplo dos recursos naturais. Onde há concentração de pequenos agricultores, a desigualdade é menor e o índice de desenvolvimento maior.
Para combater as ocupações de terra, que têm sido a principal forma de acesso à terra para os camponeses sem-terra, a política criada pelo agronegócio foi a Reforma Agrária de Mercado. Depois de denominada Cédula da Terra, virou Banco da Terra e hoje é chamada de Crédito Fundiário. É uma tentativa de tirar a luta popular do campo da política e jogá-la no território do mercado, sob controle do agronegócio.
As ocupações de terra ferem profundamente essa lógica e por isso o agronegócio investe na criminalização da luta pela terra, pressionando o Estado a impedir a espacialização dessa prática de luta popular. O controle do território e das formas de acesso à terra é objetivo da mercantilização da reforma agrária. Não importa para o capital ser o dono da terra, o que importa é que a forma de acesso seja por meio das relações de mercado, de compra e venda. O controle da propriedade da terra é um dos trunfos do agronegócio. É fundamental que a terra esteja disponível para servir à lógica rentista.
As ocupações de terra são uma afronta ao agronegócio, estão fora da lógica de dominação das relações capitalistas. Assim, o agronegócio procura demonizar os movimentos socioterritoriais que permanentemente ocupam a terra. Na última década, o espaço político mais utilizado é o Poder Judiciário. Recentemente, tem ocorrido uma judiciarização da luta pela terra, em que o Poder Judiciário se apresenta como uma cerca intransponível aos sem-terra. Para não manchar sua imagem, o agronegócio procura desenvolver políticas de crédito e ou bolsas de arrendamento, de modo a trazer os ocupantes de terra para o território do mercado.
As ocupações de terras do agronegócio já começaram nas regiões onde esse modelo de desenvolvimento controla a maior parte do território, concentrando riqueza e aumentado a miséria. Esse é o novo conteúdo da questão agrária nesta primeira década do século XXI.
Bernardo Mançano Fernandes é geógrafo, professor do curso de graduação em Geografia e do programa de pós-graduação em Geografia da UNESP, campus de Presidente Prudente, pesquisador do CNPq e coordenador do Grupo de Trabalho Desenvolvimento Rural do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais – Clacso.
Em: http://www.unesp.br/aci/jornal/211/supled.php, acesso em 01/09/2012.
Bernardo Mançano Fernandes é geógrafo, professor do curso de graduação em Geografia e do programa de pós-graduação em Geografia da UNESP, campus de Presidente Prudente, pesquisador do CNPq e coordenador do Grupo de Trabalho Desenvolvimento Rural do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais – Clacso.
Em: http://www.unesp.br/aci/jornal/211/supled.php, acesso em 01/09/2012.
Tese de Doutorado: Sergio Sebastião Negri- expansão da soja no Mato Grosso (Rondonópolis)
RESUMO
O objetivo desta pesquisa visou o entendimento dos novos usos do território de Rondonópolis-MT, resultantes do processo de internalização do meio técnicocientífico- informacional, no contexto da expansão do agronegócio da soja para as áreas de cerrado do Centro-Oeste brasileiro, particularmente no estado de Mato Grosso. Partimos do pressuposto de que o processo de modernização territorial de Rondonópolis, por meio da instalação de um novo sistema de objetos e de ações, característico do período técnico-científico-informacional, provocou a refuncionalização deste subespaço, tornando-o um centro funcional,
instrumentalizado e apto a responder eficazmente às demandas dos agentes hegemônicos do capitalismo mundializado, aqui retratados pelo agronegócio da soja. Assim, enquanto essa pequena minoria usa de forma corporativa o território, interpretando-o enquanto recurso, usufruindo os novos fatores da modernidade em sua plenitude, todo o restante da sociedade local só faz uso de algumas parcelas desse mesmo território, o território entendido enquanto abrigo, e do novo sistema técnico e organizacional advindo da modernização. Assim, esse processo nos revela o uso desigual do tempo e do espaço em Rondonópolis, resultando na fragmentação do território e na manutenção e/ou agravamento de desigualdades
sócio-territoriais herdadas.
Palavras-Chave: Meio Técnico-Científico-Informacional; Políticas Públicas; Modernização Agrícola; Especialização territorial produtiva; Agronegócio da soja; Uso desigual do território; Rondonópolis - MT.
Tese completa em:
sábado, 25 de agosto de 2012
Por Gerson Freitas Jr. (Valor, 04/10/11) adverte que, apesar da alcunha de “celeiro do mundo”, o Brasil ainda está longe de ser o maior fornecedor global de alimentos. Mesmo com todo o crescimento recente, o país ainda está distante de alcançar os patamares de produção e exportação dos Estados Unidos, a maior potência agrícola do planeta. Contudo, há um quesito em que o agronegócio brasileiro lidera com folga e vantagem crescente sobre os concorrentes americanos: a geração de saldos comerciais.
Os últimos dados do Ministério da Agricultura mostram que o setor registrou saldo comercial recorde, de US$ 71,9 bilhões, no período de 12 meses encerrado em agosto. Líderes no ranking de exportação, os Estados Unidos estimam saldo de US$ 42,5 bilhões no ano encerrado no último dia 30, um resultado 40% inferior ao brasileiro. É importante fazer uma ressalva: há diferenças entre as metodologias adotadas por Brasil e EUA nesse cálculo. Ao contrário do nosso ministério, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não contabiliza, por exemplo, transações de produtos florestais e pescados. Além disso, nenhum dos dois contabiliza suas importações de insumos para a produção agropecuária, o que superestima o resultado externo do setor.
Mesmo assim, o resultado é consistente com os últimos dados consolidados da Organização Mundial do Comércio (OMC), que aplica uma única metodologia. Segundo a OMC, o Brasil fez em 2009 um saldo US$ 30,6 bilhões maior que os EUA. Na comparação entre os dados de cada governo, a vantagem brasileira naquele ano foi de US$ 31,9 bilhões.
O agronegócio dos Estados Unidos produzia um saldo maior que o brasileiro até o fim dos anos 90. Em 1999, o Brasil, que sofria com a crise de países emergentes, viu-se obrigado a desvalorizar o real e a estimular as exportações para equilibrar as contas. O câmbio favorável, combinado com o financiamento para a renovação do maquinário (Moderfrota do BNDES) e a renegociação das dívidas do setor que o precedeu, abriu caminho para um novo ciclo de investimentos. De lá para cá, a vantagem brasileira apenas cresceu.
Os Estados Unidos ainda são os maiores exportadores brutos de produtos agropecuários. O USDA estima que o país vendeu o equivalente a US$ 137 bilhões nos últimos 12 meses, 55% mais do que os US$ 88 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro entre setembro de 2010 e agosto de 2011. Nesse quesito,os americanos ampliaram sua vantagem sobre os brasileiros, de cerca de US$ 30 bilhões para quase US$ 50 bilhões na última década.
A principal diferença entre os dois países está no fôlego das importações americanas, que saltaram de US$ 38,9 bilhões para US$ 94,5 bilhões desde o início dos anos 2000. Só nos últimos 12 meses, as despesas saltaram 20% impulsionadas pela alta dos preços. Com isso, os americanos importaram, na média, o equivalente a US$ 0,70 para cada dólar adicional exportado desde 2000.
O Brasil também viu suas importações se multiplicarem, proporcionalmente mais que as americanas, mas em uma base muito inferior: de US$ 5,7 bilhões, no ano 2000, para pouco mais de US$ 16,3 bilhões nos 12 meses até agosto. Desse modo, o setor agropecuário brasileiro importou apenas US$ 0,18 para cada dólar adicional exportado.
Os Estados Unidos são um país relativamente aberto, possuem uma demanda enorme e são dependentes das importações de vários produtos. Os americanos importam grandes volumes de açúcar, café, suco de laranja, frutas e outros itens tropicais. Apenas os desembarques de hortifrutigranjeiros nos últimos 12 meses são estimados em US$ 39,5 bilhões, 11% mais do que em 2010. As importações de açúcar e café, produtos dos quais o Brasil é o maior exportador mundial, ultrapassam a marca de US$ 13 bilhões no período.
Já o Brasil é autossuficiente em quase todos os produtos agrícolas. Vai demorar muito tempo até que o Brasil tenha uma renda capaz de comprometer o balanço agrícola. Até lá, vai continuar a importar apenas aquilo em que não é competitivo e tem o mercado aberto por causa do Mercosul, como nos casos como o do arroz e do leite.
Os biocombustíveis também tiveram papel relevante. Os subsídios ao etanol de milho fizeram com que todo o incremento na produção do grão nos Estados Unidos – cerca de 70 milhões de toneladas, mais do que cresceu toda a oferta de grãos e fibras no Brasil – fosse absorvido internamente, estagnando as exportações nos níveis do ano 2000. O etanol também limitou o potencial de crescimento da soja, que disputa área com o milho, e a competitividade da carne americana.
Com isso, os americanos abriram espaço para o Brasil. Segundo dados da OMC, os EUA viram sua participação nas exportações agrícolas globais cair de 13% para 10,2% entre 2000 e 2009. Já a fatia do Brasil cresceu (embora ainda seja tímida) de 2,8% para 4,9%. Brasil e EUA estão hoje muito próximos em competitividade. Mas, na margem, os americanos têm dificuldades para crescer, o que é uma enorme vantagem para o Brasil nessa disputa por mercado. O País tem cerca de 90 milhões de terras agricultáveis ainda virgens.
Disponível em http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2011/10/10/lideranca-mundial-do-brasil-em-superavit-do-agronegocio/, acesso em 25/08/2012.
Documentos estatístico do Dieese com dados bastante interessante:
http://www.dieese.org.br/anu/anuarioRural/anuarioRural10-11.pdf
http://www.dieese.org.br/anu/anuarioRural/anuarioRural10-11.pdf
Trecho do documento do Ministério da Agricultura sobre as projeções do agronegócio no Brasil até 2021:
"As projeções regionais mostram que o Rio Grande do Sul deve continuar liderando a expansão do arroz no Brasil nos próximos anos. A produção do Estado que representa em 2010/2011, 64,5% da produção nacional de arroz, deve aumentar a produção nos próximos anos em 23,6% e a área em 15,6%. Isso representa até 2020/2021 aumentos médios anuais de 2,1% da produção e de 1,42% da área de arroz no estado.
"As projeções regionais mostram que o Rio Grande do Sul deve continuar liderando a expansão do arroz no Brasil nos próximos anos. A produção do Estado que representa em 2010/2011, 64,5% da produção nacional de arroz, deve aumentar a produção nos próximos anos em 23,6% e a área em 15,6%. Isso representa até 2020/2021 aumentos médios anuais de 2,1% da produção e de 1,42% da área de arroz no estado.
A produção de cana-de-açúcar deve se expandir a taxas elevadas em todos os estados considerados. Em São Paulo a produção deve aumentar em 132,5 milhões de toneladas. Para atender a esse crescimento, a área no estado deve aumentar em 29,2% no final do período das projeções. Pelas previsões realizadas, o estado de Goiás é o que deve apresentar nos próximos anos maiores aumentos da produção (42,1%) e da área de cana-de açúcar (41,8%).
Mato Grosso deve liderar nos próximos anos o crescimento da produção e da área de milho e soja. Tanto a produção como a área têm previsão de crescimento nesse estado. O milho deve sofrer nos próximos anos redução de área em Minas Gerais e Paraná. Esse produto deve ceder área especialmente para a soja e possivelmente para a cana–de-açúcar. A soja deve aumentar a produção sem que haja redução de área em nenhum dos estados analisados. Também com relação a esse produto é surpreendente a liderança prevista para Mato Grosso."
Em sumas palavras: a soja e milho continua avançado e a cana ganha mais espaço!!
Todo o documento está disponível em: http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Ministerio/gestao/projecao/PROJECOES%20DO%20AGRONEGOCIO%202010-11%20a%202020-21%20-%202_0.pdf, acesso em 25/08/2012.
Um interessante análise sobre a situação do cerrado em municípios de Goiais. Percebam, em dados, a área de cerrado e a área de pastagem!O artigo todo encontramos em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1982-45132012000100004&script=sci_arttext, acesso em 25/08/2012.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Sustentabilidade é possível?
Isso é ser sustentável?
O termo sustentabilidade vem sendo aplicado atualmente como o ponto X das questões ambientais, seja para produção de energia, alimentos, matérias-primas entre outros, envolvido em ações que visem preservar o meio ambiente e utiliza-lo de forma coerente e adequada. Mas ser sustentável talvez seja mais difícil do que imaginamos, já que o modelo econômico seguido atualmente não suportaria viver com os recursos naturais tão reduzidos.
Vejamos na imagem acima o exemplo daquilo que acreditamos ser o modelo a seguido pelos capitalistas ao se dizerem sustentáveis, ou seja, para tudo se tem um preço, alto por sinal.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Agrocombustíveis x biocombustíveis
Agrocombustíveis x biocombustíveis

Embora os dois termos venham sendo utilizados comumente como sinônimos, de fato não são. O Prof. Dr. do Departamento de Geografia, UNESP Presidente Prudente,José Tadeu Garcia Tommaselli, afirma que os agrocombustíveis só podem ser colocados na categoria dos biocombustíveis "[...] se forem obedecidos os preceitos básicos da sustentabilidade: melhoria das condições sociais da parcela da população que atua direta e indiretamente em todo o ciclo de produção;aumento da intensidade da cadeia econômica, com geração de empregose distribuição de renda e, por fim, mas não menos importante, produção dentro dos limites dos ecossistemas, evitando os impactos negativos sobre o ambiente natural e evitando a destruição da biodiversidade. [...]"1.
Refletindo sobre o assunto, escolhemos uma charge que acreditamos ser bastante representativa do que ocorre em nosso país no que se refere à produção dos agrocombustíveis e mostra o quanto ainda estamos distantes da sustentabilidade necessária para elevá-los à condição de biocombustíveis.
A charge, publicada na Folha de São Paulo, é de autoria do desenhista, cartunista e chargista brasileiro, Jean Galvão e foi extraída do blog de Daniel Hiraici.
Com o objetivo de ampliar as possibilidades de leitura crítica da charge, disponibilizamos a seguir, um texto elaborado por Arthur Henrique de Oliveira(PUC-SP), pelo Programa de pós-graduados em História da Ciência PUC/SP, sob a orientação da Profa. Dra Maria Elice B.Prestes. Neste texto, o autor propõe reflexões a respeito das relações entre biocombustíveis e sutentabilidade.
BIOCOMBUSTÍVEIS E SUSTENTABILIDADE: REFLEXÕES NECESSÁRIAS
1 INTRODUÇÃO
A discussão em torno da produção de energia limpa e renovável não é recente,no final do século XIX Rudolph Diesel, inventor do motor de combustão interna (motor diesel) utilizou álcool e óleo de amendoim como combustíveis em seus ensaios (BARUFI et al, 2007), mas o tema ganhou caráter de urgência nos últimos tempos, principalmente após a divulgação do relatório sobre aquecimento global do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Diante do alarde provocado pelo relatório ficou patente a necessidade de adoção de medidas efetivas governamentais como forma de frear o aumento dos gases atmosféricos que causam aquecimento global, uma dessas medidas é o estimulo ao uso dos biocombustíveis.
Os biocombustíveis são fontes de energias renováveis, derivados de produtosagrícolas como a cana-de-açúcar, plantas oleaginosas (babaçu, amendoim, soja,mamona, girassol, canola, dendê, pinhão manso, arroz, etc), biomassa florestal e outras fontes de matéria orgânica, como a gordura animal.
1.1 Etanol
O etanol constitui-se hoje como um produto de diversas aplicações no mercado,sendo largamente utilizado como combustível automotivo na forma hidratada oumisturado à gasolina.
Definitivamente o etanol entrou na agenda de empresas de tecnologia, governose, principalmente, de investidores interessados nas grandes oportunidades que o setor tende a oferecer (PINTO, MELO et al, 2008).
Porém, apesar dos intensos impactos ambientais que a produção dosbiocombustíveis pode causar ao ambiente, a questão vem sendo negligenciada pelos que defendem a substituição do petróleo pelo álcool como medida para reduzir o aquecimento global. Recentemente a BBC Brasil, citando reportagem da Revista Time afirmou que o desmatamento na Amazônia está sendo acelerado por uma fonte improvável: os biocombustíveis (GARCEZ, 2008).
Segundo Cristo, (2008), historicamente no Brasil a produção de cana-de-açúcaré conhecida pela superexploração do trabalho, destruição do meio ambiente eapropriação indevida de recursos públicos. As usinas se caracterizam pela concentração de terras para o monocultivo voltado à exportação. Utilizam em geral mão-de-obra migrante, os bóias-frias, sem direitos trabalhistas regulamentados. Os trabalhadores são remunerados pela quantidade de cana cortada, e não pelo número de horas trabalhadas.
E ainda assim não têm controle sobre a pesagem do que produzem. Alguns chegam a cortar, obrigados, 15 toneladas por dia. Tamanho esforço causa sérios problemas de saúde, como câimbras e tendinites, afetando a coluna e os pés. Ainda segundo o religioso, o prefixo grego bio cujo significado é vida, deveria ser substituído por necro, morte, ou seja, os necrocombustíveis estão sendo denominados incorretamente de biocombustíveis.
1.2 Biodiesel
Biodiesel é uma denominação genérica para os combustíveis obtidos a partir deóleos vegetais e gorduras animais para serem usados em motores de ignição porcompressão, conhecidos como motores a diesel. É importante ressaltar que o óleo puro das oleaginosas não pode ser considerado como biodiesel, mesmo que misturado ao diesel de petróleo. Este é um engano bastante comum, apenas o diesel vegetal obtido pelo processo denominado quimicamente por transesterificação pode ser classificado como biodiesel. Quando se tem uma mistura de 2% de biodiesel e 98% de diesel, esta recebe o nome de B2, 3% B3, 5% B5, e assim por diante. Quando temos apenas biodiesel, atribuímos o nome de B100 (BARUFI at al, 2007).
Em relação ao biodiesel, apenas recentemente esse biocombustível entrou naagenda do governo brasileiro. Apesar da primeira patente do biodiesel no mundo ter sido obtida no Brasil, em 1980, pelo Professor Dr Expedito Parente, da Universidade Federal do Ceará seu processo de industrialização ocorreu na Europa nos 1990, sendo este continente hoje o principal mercado produtor e consumidor do mundo. No Brasil somente em 2004 é que foi lançado, oficialmente, pelo governo brasileiro o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (BARUFI, et al, 2007).
A tecnologia desenvolvida para a mistura direta de óleo vegetal ou animal ao diesel convencional vem sendo testada pela Petrobrás e recebe a denominação de “H-Bio”, possuindo características físicoquímicas idênticas às do diesel convencional, com exceção do fato de não conter enxofre em sua fórmula e não ser ainda economicamente viável (BARUFI et al, 2007).
2 PRINCIPAIS CRÍTICAS AOS BIOCOMBUSTÍVEIS
A preocupação com a questão ambiental não vem recebendo a mesma atençãoque o aumento de produção, fatores essenciais para a sustentabilidade da agricultura canavieira não estão sendo levados em conta, e embora seja indiscutível o avanço ambiental ocasionado pela substituição de boa parte dos combustíveis fósseis pelo etanol, principalmente nos grandes centros urbanos, não se pode dizer o mesmo dos impactos ecológicos de seu processo produtivo como a degradação de ecossistemas, poluição atmosférica causada pelas queimadas, poluição de cursos d’água e do lençol freático causado pela aplicação excessiva de agrotóxicos.
Também a rotina de trabalho nos canaviais equipara a vida útil dos cortadores àdos escravos do início da colonização brasileira. Devido à ação repetitiva e ao esforço físico, o trabalhador, com o passar do tempo, começa a apresentar problemas sérios de coluna, nos pés, câimbras e tendinites, já que chega a colher cerca de 15 toneladas de cana-de-açúcar por dia (ALVES, 1992). Geralmente nesse sistema manual de corte o contrato de trabalho é por tempo determinado, e os trabalhadores não recebem seguro desemprego, férias, décimo terceiro. Grande parte dos trabalhadores que compõem o contingente de cortadores são migrantes nordestinos requisitados preferencialmente porpossuírem um perfil para o corte manual. A necessidade premente de ganhar dinheiro, para assegurar a subsistência da família distante, tem funcionado como um freio que os torna mais tolerantes com os descumprimentos das leis trabalhistas, com as injustiças e as distorções que ocorrem nas medições, uma vez que o salário é calculado sobre a quantidade de cana cortada, quanto mais se corta, mais se ganha (NOVAES, 2007).
Segundo Cassol (2007), o etanol é um combustível limpo, produzido de maneirasuja, além de ambientalmente insustentável no processo de produção e socialmente perverso na maneira como aloca mão-de-obra e trata os trabalhadores, beneficiando apenas os grandes usineiros. E de acordo com estudos recentes o benefício do uso do etanol no combate ao aquecimento global é questionável, pesquisas recentes realizadas na Universidade de Minnesota (EUA), publicado em fevereiro pela revista Science, indicou que a conversão de florestas no Brasil, no Sudeste Asiático e nos EUA para o cultivo de grãos e outras plantas usadas como matéria-prima na produção de biocombustíveis pode gerar emissões de dióxido de carbono maiores do que as que se economiza com combustíveis fósseis.
Na Europa os ambientalistas têm adotado o termo agrocombustíveis, que é bemmenos positivo, em lugar de biocombustíveis (RANGEL, 2008). Também o Fórum de Soberania Alimentar realizado em fevereiro de 2007 em Mali, na África, a ViaCampesina Internacional decidiu que o termo biocombustível deveria ser substituído por agrocombustível. Isso porque a organização social avalia que o incentivo a esse tipo de combustível tem levado ao crescimento das monoculturas ameaçando a economia familiar e a soberania alimentar (CASSOL, 2007).
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os riscos pela corrida desenfreada pela produção de biocombustíveis, devem nosalertar para os impactos ambientais gerados pela monocultura, do prejuízo à soberania alimentar e ao aumento da exploração econômica sobre os pequenos agricultores. Mesmo que toda a superfície da Terra fosse utilizada para produzir biocombustíveis, seria impossível a manutenção do consumo nos patamares de hoje, o que denota a necessidade urgente de se diversificar a matriz energética mundial. Porém, apesar das preocupações com os problemas ambientais serem hoje consensuais, não se pode afirmar o mesmo quando se discute as ações concretas e necessárias para a reversão desse quadro, uma vez que, a complexidade da situação requer a conciliação de interesses, muitas vezes antagônicos entre si.
O principal argumento usado para apostar nos biocombustíveis é que eles sãofontes renováveis de energia, ou seja, não se esgotam como o petróleo. Mas este cenário representa de fato uma saída para o colapso ambiental do planeta e uma alternativa para
a agricultura ou constitui-se apenas uma conjuntura para criar novas fontes deoportunidades para o agronegócio?
Referências Bibliográficas
ALVES, F. J. C.
Modernização da agricultura e sindicalismo rural. Campinas, Tese de Doutorado. Instituto de Economia. Unicamp Universidade Estadual de Campinas, 1992.
BARUFI, C.; PAVAN, M.O.; SOARES, M.Y. Biodiesel e os dilemas da inclusãosocial.
In: As novas energias no Brasil. Dilemas da inclusão social e programas degoverno. Célio Bermann (Org.). Rio de Janeiro: Fase, 2007.
CASSOL, D. Bioenergia, para quem? Acesso em 09 abril de 2008. Disponível em:
http://www.adital.org.br/site/noticia.asp.
CRISTO, C. A. L. Necrocombustíveis. Acesso em 10 abril 2008. Disponível em
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=28604
GARCEZ, B. Brasil vive efeito destrutivo dos biocombustíveis, diz Time. Acesso em 10 abril 2008. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story
NOVAES, J.R.P. Campeões de produtividade: dores e febres nos canaviaispaulistas.
Acesso em 09 abril de 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.
PINTO, E.; MELO, M.; MENDONÇA, M.L. O Mito dos Biocombustíveis. Acesso em 10 abril 2008. Disponível em: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=2949
RANGEL, C. União Européia já vê etanol como vilão e ameaça planos do Brasil.Acesso em 10 abril 2008. Disponível em: https://www.fao.org.br/vernoticias.
domingo, 19 de agosto de 2012
Biocombustíveis, energia limpa?
Os impactos ambientais provocados pela produção do etanol no Brasil; os danos da monocultura da cana nos Estados brasileiros; a questão da saúde dos trabalhadores; a incapacidade de combater as mudanças climáticas; os impactos na flora, fauna e recursos hídricos; são temas que são tratados numa catilha com o título de "Os impactos da produção de cana no Cerrado e Amazônia"
Organizadores - Comissão Pastoral da Terra - Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
Esta cartilha está em pdf com o nome de Cartilha impactos da teste
http://www.observatoriodoagronegocio.com.br/.../CPT%20Etanol 141108
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